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Norma nº 035/2011

Realização de Biopsias Percutâneas Guiadas

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  1. As biopsias percutâneas guiadas (B.P.G.), incluindo os procedimentos de biopsia aspirativa, deverão ser realizadas sob controlo de técnica de imagem.

  2. A biopsia guiada apenas por Rx (fluoroscopia) é desaconselhada tendo em conta a facilidade de acesso às restantes técnicas, as quais permitem uma orientação mais rigorosa do trajeto da agulha.

  3. A biopsia deverá ser levada a cabo, apenas, quando exista expectativa clínica de que a sua realização interfira na decisão terapêutica.

  4. São indicações da biopsia percutânea, as seguintes:

    1. estabelecimento da natureza benigna ou maligna de uma lesão;
    2. caracterização do tipo histológico das lesões ou identificação do tecido de origem de metástases (imunofenotipagem);
    3. obtenção de material para avaliação microbiológica em doentes com infeção declarada ou suspeita;
    4. estadiamento de doença maligna já conhecida ou suspeita, quando estiver em causa disseminação locoregional ou à distância;
    5. determinação da natureza e extensão de algumas doenças parenquimatosas difusas (por exemplo, cirrose hepática, glomerulonefrite, rejeição de transplante de orgão).
  5. Não existem contraindicações absolutas para a realização de B.P.G. Existem, todavia, contraindicações relativas, que devem ser excluídas ou no mínimo ponderadas antes de se decidir avançar com o procedimento. Estas incluem:

    1. coagulopatia significativa de difícil correção;
    2. compromisso cardiorespiratório severo, instabilidade hemodinâmica ou estadio terminal de doença;
    3. ausência de trajeto seguro entre a pele e a lesão;
    4. impossibilidade de obter colaboração do paciente ou de o posicionar adequadamente;
    5. gravidez, se a única opção for guiar o procedimento com método de imagem emissor de radiação ionizante.
  6. A taxa de sucesso das biopsias percutâneas guiadas deverá ser superior a 70%, independentemente da localização anatómica.

  7. As complicações das biopsias percutâneas guiadas são estratificadas em função da consequência clínica:

    1. as taxas de complicações major e minor deverão ser inferiores, respetivamente, a 2% e 10%;
    2. as taxas de complicações de pneumotórax em biopsias pulmonares não deverá ser superior a 45% de todas as biopsias pulmonares e os casos que necessitem de drenagem não devem exceder os 20%.
  8. As unidades de saúde onde se realizam estes procedimentos têm que adotar sistemas de registo sistemático dos atos, dos sucessos e das complicações major e minor.

  9. As instituições de saúde que não cumpram os pontos 3, 4 e 5 da presente Norma deverão referenciar os doentes a serviços especializados.

  10. Exclui‐se da presente Norma a biópsia mamária.

  11. As exceções à presente Norma são fundamentadas clinicamente, com registo no processo clínico.

fluxograma da norma
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